4 desastres arquitetônicos de São Paulo

Verdade seja dita: São Paulo não é lá uma cidade muito bonita, né? É a única cidade brasileira que já constou na lista das mais feias do mundo do U City Guides, aparecendo em 9o. lugar no ranking. Os motivos? O crescimento desordenado, sem planejamento urbano, e o descuido com a natureza.

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”A natureza parece ter concentrado todos os seus esforços no Rio e esquecido completamente da outra grande metrópole brasileira. São Paulo pode ser uma das cidades mais empolgantes quando se trata de comida e compras, mas não há dúvidas de que é uma grande selva de pedras feia”, diz o guia de viagens.

Mas alguns prédios e monumentos da cidades podem levar essa discussão a outro nível. Veja 4 desastres da arquitetura paulistana.

Prédio da Igreja Deus é Amor

Já foi eleito por arquitetos o prédio mais feio de São Paulo em uma votação realizada pela Folha de S. Paulo. Segundo a Igreja Pentecostal, o Templo da Glória de Deus foi inaugurado em 2004, no Glicério, com capacidade para 60 mil pessoas. Os números gigantescos não param por aí: são 400 sanitários, 12 mil metros de escadas e 200 vitrais de gosto muito duvidoso. Para completar, as cadeiras da igreja possuem sete cores, simbolizando o arco-íris. Melhor não comentar.

Prédio Villa Europa

Um gigante edifício de 31 andares no Jardim Paulista, bairro nobre da cidade, chegou a ter sua construção impedida por seis anos por superar a altura de 30 metros permitida por lei. Ganhou o apelido de ´espigão´ do site especializado ArchDaily e  chegou a ser considerado obstáculo para os aviões que pousam no Aeroporto de Congonhas. Os apartamentos do prédio figuram sempre nas listas dos mais caros da capital.

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Ponte Estaiadinha

Enquanto a Ponte Estaiada, na região da Berrini, é considerada a mais bonita da cidade, a Ponte Governador Orestes Quércia, conhecida como Estaiadinha e que fica na Marginal Tietê, causa certa decepção.

Minhocão

É claro que ele não poderia faltar nessa lista – tão óbvio que o deixamos por último. É uma via elevada expressa de 3,5 km, com quatro pistas, cortando três bairros em uma área lotada de prédios no centro da cidade. Ou seja, fica bem ao lado da janela dos moradores.

Construído como via expressa entre a Zona Leste e Oeste antes da Marginal Tietê, sua construção foi polêmica desde o início: imposta em um bairro residencial de maneira colossal pelo governo e ainda durante a ditadura militar.

Devido ao barulho, ele foi bloqueado para os carros durante à noite e depois também aos domingos, aumentando sua ocupação de lazer. Hoje, o Parque Minhocão já está abrindo ao público aos sábados pelo dia inteiro. Mas a polêmica entre demolir ou virar um parque continua. E aquela obra assustadora, considerada por arquitetos e urbanistas como uma aberração arquitetônica, segue ali.

 

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