Marca de móveis Etna troca palavra 'criado-mudo' por mesa de cabeceira

Marca de móveis Etna troca palavra ‘criado-mudo’ por mesa de cabeceira

Você já parou pra pensar no significado e na origem da palavra criado-mudo? Se não pensou ainda, é hora de refletir. Também é bom saber que uma grande empresa do segmento, a Etna, fez isso e decidiu agir. Em nova campanha, a Etna anuncia o fim da palavra criado-mudo, considerada racista, em seus catálogos e site.

Troque o criado-mudo por esta ideia simples e ganhe MUITO espaço; veja como
Elas voltaram! 20 penteadeiras para decorar seu quarto ou closet
5 soluções para transformar seu quarto em 5 minutos e quase sem gastar
10 dicas para decorar um quarto de casal pequeno sem erros

Em vídeo publicado em seu Facebook, os participantes, todos negros, leem uma carta contando a história da palavra racista. Depois de falar sobre a terrível história do termo, lançam a hashtag: #criadomudonuncamais. “A Etna está começando a abolir o termo criado-mudo de todas as suas lojas”, diz o vídeo. “Dois séculos depois, sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir.”

No site da marca, a palavra criado-mudo já foi substituída por mesa de cabeceira. O DecorStyle apoia a ação e já havia começado a trocar o termo por mesa, mesinha, mesa de apoio ou mesa de cabeceira.

Origem da palavra criado-mudo

A marca resgatou a origem do termo em vídeo publicado em seu Facebook. Os negros que participam do vídeo tiram uma carta do móvel e leem: “em 1820, os escravos que faziam os serviços domésticos eram chamados de criados. Alguns desses homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama com um copo d’água, roupas ou o que mais fosse”.

“Porém, alguns senhores achavam incômodo o fato de eles falarem, e muitos chegavam a perder a língua. Outros sofreram duras punições para “aprender” a nunca se mexer quando houvesse alguém dormindo.”

“Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo.”

Ao fim da história, os participantes do vídeo comentam: “história pesada, hein?”, “fiquei chocada”e “nunca iria imaginar que era referente aos escravos” foram alguns deles.

Confira o vídeo na íntegra:

12 quartos de casal incríveis, apesar de faltar uma única coisa

12 ideias ousadas para transformar a parede do seu quarto

Você pode ter plantas no quarto, sim! Veja como ter verde no dormitório

Veja também

+ Mudaram as regras para compra de carro para PCD; veja como ficou

+ Carol Nakamura compartilha projeto de sua mansão de R$ 2 milhões; veja

+ 20 passos simples para dar uma cara nova para sua casa

+ Você acha Gracyanne Barbosa sarada? É quer nunca viu a médica Chinesa Yuan Herong

+ Relógio de R$ 3 milhões de Faustão é inspirado em supercarro da Bugatti; veja

+ Dicas fáceis de como limpar panela queimada

+ Enio Mainardi, publicitário e pai de Diogo Mainardi, morre de covid-19

+ Quarto feminino: 6 dicas que você precisa saber antes de planejar o seu

+ 4 passos fáceis para limpar o espelho com produto caseiro

+ Dançarina é condenada 3 anos de prisão por causa de vídeos no TikTok

+ Veja cinco coisas que provocam mau cheiro em cães e saiba como combatê-las

+ Fazer o bem alivia dores físicas e mentais, aponta estudo




  • Jairo Lacerda

    Polêmica desnecessária. Não fosse o móvel com esse nome, talvez muitos sequer saberiam dessa história. Eu mesmo não sabia. Que bom que o criado-mudo se tornou um móvel, e que, com tal designação, resgata um momento que escancara a crueldade humana ao invés de perpetuá-la no esquecimento. Isso, sim, seria ainda mais triste.

  • Antônio Humberto Leão

    Não acredito nessa história. Se fosse real não teria aparecido agora, e sim antes!

arrow